Vendas

As 4 principais dúvidas das empresas sobre as taxas de cartão de crédito

março 12, 2019
Tempo de leitura 4 min

Embora ofereçam muita comodidade e um aumento nas oportunidades de venda, quem aceita cartões no seu estabelecimento precisa lidar com um custo extra: as taxas cobradas pelas operadoras, também chamadas de adquirentes, responsáveis por fornecer as máquinas e prestar o serviço que processa as transações.

E quando o assunto é a taxa de cartão de crédito paga pelos estabelecimentos muitas dúvidas surgem. Como a cobrança funciona? É possível pagar menos? O que acontece quando o cliente opta pelo parcelamento da compra? Todos os detalhes dessas questões serão respondidas neste post! Boa leitura!

1. Como as taxas de cartão são cobradas?

Como você sabe, todas as vendas feitas com cartão são processadas por meio de terminais eletrônicos, as famosas máquinas. Cada uma delas está apta a receber determinados tipos de cartão (débito, crédito ou vouchers) e diferentes bandeiras.

Feita a venda, o lojista recebe o valor em sua conta dentro do prazo preestabelecido, que pode ser de um dia útil (no caso das vendas feitas no débito) e atingir até os 30 dias, o que é comum quando a escolha do cliente é o crédito.

Porém, esse serviço tem seus custos. Além de ter que adquirir ou alugar as máquinas, é preciso arcar com as taxas cobradas. Elas incidem sobre o valor de cada venda e mudam de acordo com o tipo de cartão, a bandeira e o plano que o lojista contratou, incluindo o modelo da máquina.

2. Qual a média das porcentagens cobradas?

As taxas cobradas nas transações com cartão de débito costumam ser mais fáceis de entender e sofrem menos variações. Elas giram sempre em torno de 2% e 3%. Assim, em uma compra de R$200,00, o lojista terá um custo estimado de entre R$4,00 e R$6,00.

Com os cartões de crédito, há algumas variáveis adicionais. Nas compras feitas em uma única parcela, a taxa oscila entre 2,5% e 4%. Em uma compra de R$ 200, isso representa entre R$5 e R$8. Se a compra for parcelada, a taxa pode atingir os 7%.

3. O que acontece quando o cliente faz uma compra parcelada?

Em vendas feitas no crédito parcelado o lojista será cobrado apenas uma vez. No entanto, ele receberá os valores das parcelas a cada 30 dias. Se for necessário reforçar o dinheiro em caixa, é possível antecipar esses recebíveis e obtê-los todos de uma vez. Para isso, será necessário pagar uma nova taxa de acordo com as políticas da operadora.

Embora represente um custo extra, oferecer a opção de venda parcelada é mais seguro que outras modalidades de vendas a prazo, uma vez que quem concedeu o crédito é o responsável pela cobrança — o que é diferente do que acontece em outras formas de parcelamento. Assim, o lojista se protege da inadimplência. Dependendo da operadora, é possível repassar parte dos custos do parcelamento para o cliente por meio da cobrança de juros.

4. Como negociá-las com a operadora?

Se as taxas estiveram pesando, é possível sim negociá-las com as operadoras. Mas, para ter sucesso na negociação, é necessário seguir alguns passos. Primeiro, apresente o faturamento de pelo menos 3 meses com aquela operadora. Dessa forma, fica mais fácil comprovar seu volume de vendas. Além disso, apresente a projeção para os meses seguintes. Quanto maior o número de operações, maior a chance de descontos.

Junto com essas informações, levante também qual tipo de cartão mais utilizado para tentar obter mais descontos nas taxas cobradas. Todavia, não considere apenas o valor da taxa. Pense nos recursos tecnológicos oferecidos e na qualidade do atendimento da empresa.

Contar com uma solução de pagamentos envolvendo os cartões é indispensável, inclusive nos pequenos negócios. Entretanto, a taxa de cartão de crédito paga pelo lojista não pode comprometer a sua margem de lucro e sua competitividade. Por isso, faça sempre as contas antes de escolher qual operadora contratar.

Quer entender como a tecnologia otimiza o controle do recebimento das vendas feitas no cartão? Confira este outro texto aqui do blog.

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